Mirar desde adentro: producción audiovisual indígena frente a la violencia del archivo
DOI:
https://doi.org/10.54104/nodo.v20n40.2392Palavras-chave:
Producción audiovisual indígena, autoría de mujeres, Archivo como dispositivo, violencia epistémica, mirada situadaResumo
Este artigo analisa um conjunto de práticas audiovisuais criadas por artistas indígenas como formas críticas de intervenção nos regimes hegemônicos de representação e nas maneiras pelas quais o arquivo historicamente organizou a imagem. Partindo da compreensão do arquivo como uma tecnologia que fixa, classifica e regula o significado, propõe-se considerar as mídias audiovisuais não apenas como um meio de representação, mas também como um espaço para a produção de memória, experiência e agência política situada. A partir da noção de olhar de dentro, o texto examina como essas práticas deslocam o lugar atribuído à imagem indígena nos arquivos institucionais e midiáticos, ativando formas de produção que transbordam sua lógica organizacional. A análise é articulada por meio de um conjunto limitado de obras que nos permitem observar diferentes regimes de visibilidade e suas transformações. Em vez de constituir um exterior puro, essas práticas introduzem fissuras nos modos de registro e circulação, reconfigurando as relações entre corpo, território, tempo e autoria a partir de referenciais culturais situados. Em diálogo com os estudos da cultura visual e as críticas arquivísticas contemporâneas, o artigo argumenta que essas práticas não apenas transformam os modos de representação, mas também abrem áreas de opacidade onde o significado não está totalmente estabilizado, permitindo-nos pensar sobre imagem, memória e conhecimento para além das categorias universais ou hegemônicas.Downloads
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